Advogado de Colíder integra defesa de coronel no júri da morte de Zampieri
Reprodução O julgamento dos três réus acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri foi retomado nesta terça-feira (29), no Fórum de Cuiabá, com a participação do advogado Silvio Eduardo Polidório na defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.
Morador de Colíder, Silvio Polidório é advogado criminalista e já presidiu a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município de Colíder. Ele integra a defesa de Caçadini ao lado da advogada Sarah Quinetti.
Durante o início do julgamento, os advogados afirmaram que vão trabalhar para demonstrar a inocência do coronel e prometeram apresentar novas informações relacionadas ao caso. Segundo a defesa, conversas encontradas no celular de Roberto Zampieri precisam ser analisadas dentro do contexto do processo.
A advogada Sarah Quinetti voltou a mencionar supostas negociações envolvendo decisões judiciais em Mato Grosso e afirmou que existiriam conversas que, na avaliação da defesa, ainda não chegaram de forma completa ao conhecimento da sociedade. Ela chegou a se referir a Zampieri como “Vorcaro de Cuiabá”, fazendo uma comparação com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. As declarações foram feitas pelos próprios advogados durante o julgamento.
Polidório afirmou que a linha da defesa permanece a mesma apresentada no primeiro julgamento: sustentar a inocência de Caçadini. Segundo ele, quanto mais os advogados analisam o processo, mais questionamentos encontram em relação aos fatos que envolvem a investigação.
O coronel da reserva do Exército é acusado pelo Ministério Público de Mato Grosso de participar da articulação e do financiamento da execução de Zampieri. Também são julgados Antônio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de atuar como intermediário e de fornecer a arma utilizada no crime.
Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, quando estava dentro de seu veículo, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes teria sido contratado para executar o advogado.
O julgamento havia começado em julho, mas foi interrompido depois que um dos integrantes do Conselho de Sentença passou mal. Na ocasião, seis testemunhas já haviam sido ouvidas. O novo júri é presidido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
O Ministério Público sustenta que os três réus devem responder por homicídio triplamente qualificado, com agravantes relacionados ao uso de arma de fogo de uso restrito, pagamento ou promessa de recompensa e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. A acusação informou que busca uma pena próxima ao máximo de 30 anos de reclusão.



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