Alerta para o caramujo africano: espécie pode transmitir parasita causador de meningite eosinofílica
Especialistas orientam população sobre riscos à saúde, formas de contaminação e medidas de prevenção contra o molusco invasor
Crédito - Eliseu Brito A presença do caramujo africano tem gerado alerta entre autoridades de saúde e especialistas devido aos riscos que o animal pode representar à população. A espécie Achatina fulica pode atuar como hospedeira do parasita Angiostrongylus cantonensis, associado à meningite eosinofílica — inflamação nas membranas que envolvem o cérebro.
A transmissão pode ocorrer por meio da ingestão de caramujos crus ou mal cozidos, pelo consumo de frutas e verduras contaminadas com o muco do animal ou ainda pelo contato com o muco seguido de contato das mãos com a boca sem higienização adequada.
Entre os principais sintomas associados à doença estão dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas e vômitos, febre leve a moderada, formigamento e alterações neurológicas.
Especialistas reforçam que nem todo caramujo africano está contaminado, porém o risco existe e a prevenção é fundamental.
Medidas de proteção recomendadas:
Lavar bem frutas, verduras e folhas antes do consumo;
Não manipular o caramujo sem proteção, utilizando luvas;
Evitar contato direto com o muco do animal;
Manter quintais e terrenos limpos, livres de folhas, entulhos e madeira;
Eliminar os caramujos com cuidado e realizar descarte adequado.- A orientação é para que a população redobre os cuidados, especialmente em períodos chuvosos, quando a proliferação do molusco tende a aumentar. Informação e prevenção continuam sendo as principais armas para proteger a saúde da população e o meio ambiente.



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