Prefeitura intensifica fiscalização de terrenos baldios e reforça combate a riscos à saúde em Colíder
Medida prevê notificação de proprietários, multas e até limpeza compulsória para garantir segurança, saúde pública e organização urbana
Ação inclui notificações, multas e limpeza compulsória para proprietários que descumprem a legislação municipal A Prefeitura de Colíder iniciou uma nova etapa de fiscalização de terrenos baldios na área urbana, com foco na limpeza e regularização de imóveis abandonados. A medida tem como objetivo reduzir riscos à saúde pública e contribuir para a organização da cidade.
A ação é coordenada pela Secretaria de Assuntos Fundiários e Meio Ambiente, com apoio de fiscais municipais, e segue as normas estabelecidas no Código de Posturas. Segundo o secretário da pasta, Eliel Motta, as vistorias ocorrem tanto a partir de denúncias da população quanto por meio de fiscalizações de rotina.
Quando um terreno é identificado em situação irregular — com mato alto, lixo acumulado ou sinais de abandono — o proprietário é notificado e tem o prazo de cinco dias úteis para realizar a limpeza.
Notificação e penalidades
Após a notificação oficial, o dono do imóvel deve cumprir a determinação dentro do prazo legal. Caso contrário, é aplicado auto de infração com multa prevista na legislação municipal, no valor de R$ 421,52, podendo ser aumentada em caso de reincidência.
A prefeitura também disponibiliza canais para que a população contribua com denúncias, que podem ser feitas pelo WhatsApp (66) 3541-6300 ou diretamente na secretaria responsável.
Limpeza compulsória e cobrança
Nos casos em que não há cumprimento da notificação, o município pode executar a chamada limpeza compulsória. O custo do serviço, estipulado em R$ 2 por metro quadrado, é posteriormente cobrado do proprietário, inclusive com possibilidade de inscrição em dívida ativa.
Se houver inadimplência, o débito pode ser encaminhado para cobrança judicial, com medidas como negativação do nome, penhora de bens e até leilão do imóvel, conforme a legislação vigente.
Saúde pública e qualidade de vida
Terrenos abandonados representam risco direto à população, especialmente por favorecerem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Além disso, esses locais podem servir de abrigo para animais peçonhentos, aumentando o perigo para moradores.
O prefeito Rodrigo Benassi destacou que a iniciativa vai além da fiscalização. Segundo ele, a ação está diretamente ligada à saúde pública e à qualidade de vida da população, reforçando a necessidade de colaboração dos proprietários.
A administração municipal orienta ainda que os terrenos sejam mantidos limpos, cercados e com calçadas adequadas. Um cronograma de mutirões para recolhimento de resíduos volumosos, como móveis e eletrodomésticos, também está em fase de planejamento.








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